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POLÍTICA

CPI do Crime Organizado: Relatório final pede indiciamento de ministros do STF e PGR

Documento da CPI acusa Toffoli, Moraes, Mendes e Gonet de crimes de responsabilidade e será votado hoje.

14/04/2026 às 06:40
3 min de leitura
CPICRIME - CPI do Crime Organizado CPI do Crime Organizado (CPICRIME) realiza oitiva do governador do Distrito Federal.

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Brasília (MS Digital News) – O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresenta nesta terça-feira (14) o relatório final da CPI do Crime Organizado, com pedido de indiciamento por crimes de responsabilidade dos ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet.

Com mais de 200 páginas, o documento aponta também o avanço de facções, a expansão do crime organizado e sugere medidas para reforçar a segurança pública. A votação do texto está prevista para a manhã de hoje.

A CPI é encerrada após não ter a sua prorrogação aprovada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O depoimento do ex-governador do Rio, Cláudio Castro, que era aguardado para o último dia de atividades, foi cancelado devido a problemas de saúde, conforme informado na segunda-feira (13).

Acusações aos Ministros e ao PGR

No caso de Toffoli, o relatório cita decisões sob suspeição por possíveis vínculos indiretos com investigados e indica conflito de interesses. Já Moraes é apontado por atuar em processos em que poderia haver impedimento, devido a relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa com uma empresa investigada. Em relação a Gilmar Mendes, o texto menciona conduta incompatível com o decoro, ao anular medidas e determinar a inutilização de dados considerados relevantes, o que teria prejudicado investigações. Sobre Paulo Gonet, a CPI aponta omissão diante de indícios contra autoridades, indicando falha no cumprimento de suas funções.

Caso Master

O relatório também analisa o caso Master, descrito como um dos maiores escândalos financeiros recentes, com suspeitas de ligação entre o sistema financeiro e esquemas de lavagem de dinheiro do crime organizado. O texto cita crescimento acelerado da instituição, movimentações bilionárias suspeitas e uso de mecanismos sofisticados para ocultar recursos ilícitos. Segundo Vieira, pela complexidade do caso, os fatos foram apenas descritos e devem ser aprofundados em outra CPI, além de já estarem sob investigação da Polícia Federal.

“No tocante ao caso Master, considerando-se a alta complexidade e escassez de meios, a opção foi por relatar os fatos identificados, que deverão ser objeto de CPI própria e já são objeto de investigações da Polícia Federal, no que se refere a crimes comuns, e fazer o indiciamento de autoridades pela prática de crimes de responsabilidade”, explica Vieira.

O documento propõe mudanças legislativas para modernizar o combate ao crime organizado, como reforço no bloqueio de ativos e aumento de penas para lavagem de dinheiro. Também inclui regulamentação do lobby, criação de sistemas de controle patrimonial de agentes públicos, fortalecimento do Coaf e a criação de um Ministério da Segurança Pública.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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