Domingo, 18 de Outubro de 2026

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Menu
POLÍTICA

Davi Alcolumbre Defende Presunção de Inocência de Jaques Wagner Após Operação da PF

Presidente do Senado presta solidariedade ao líder do governo, alvo de busca e apreensão na Operação Compliance Zero.

18/06/2026 às 12:56
3 min de leitura
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-PA), e o senador Jaques Wagner (PT-BA)

Anuncie Aqui

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, a presunção de inocência do senador Jaques Wagner (PT-BA). Ele afirmou que “ninguém neste país pode ser condenado antes do trânsito em julgado”. O pronunciamento ocorreu após o líder do governo no Senado ser alvo de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.

Operação Compliance Zero Mira Líder do Governo

A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira. A investigação apura eventual participação de agentes públicos em esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional. O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, está entre os investigados. A operação cumpriu mandados contra o senador.

Davi Alcolumbre reforçou a importância da presunção de inocência. “Todos devem ter também a presunção da inocência, seja ele um senador ou um deputado federal do PT ou do PL. Muitas autoridades já foram vítimas dessa execração pública e, no passar do tempo, a maioria delas provou que, no decorrer das investigações, conseguiu provar a sua inocência”, declarou.

O presidente do Senado manifestou apoio a Jaques Wagner. “Meu apoio e a minha solidariedade integral a um colega senador da República. Eu tenho a convicção de que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona e elas serão comprovadas”, disse Alcolumbre.

Alcolumbre reconheceu a legitimidade do processo de investigação. Contudo, criticou o que chamou de “execração pública”. “Nós precisamos entender que ninguém neste país pode ser condenado antes do trânsito em julgado antes do processo. E que todos neste país podem ser investigados, questionados, e isso é normal em um Estado Democrático de Direito”, pontuou.

Detalhes da Investigação

A 9ª fase da Operação Compliance Zero investiga suposta participação de agentes públicos em irregularidades relacionadas ao Banco Master. A PF cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu os mandados. A investigação menciona o Banco Master.

As investigações apontam suspeitas de repasses de R$ 3,5 milhões a uma empresa ligada à família de Jaques Wagner. A PF também investiga a ocultação de propriedade de um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,45 milhões. O inquérito cita ainda o uso de jatos particulares e o recebimento de ingressos para um show em Los Angeles. Detalhes sobre a negociação de imóvel sob suspeita foram revelados.

Segundo a Polícia Federal, as vantagens teriam relação com a defesa de interesses do Banco Master no Congresso Nacional. A atuação focaria especialmente em temas ligados a crédito consignado. Além de Jaques Wagner, o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, foi um dos alvos da operação.

A defesa de Augusto Lima informou que as medidas eram desnecessárias, pois o empresário já se encontrava à disposição das autoridades. A defesa de Jaques Wagner foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

Ver mais matérias