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POLÍTICA

Davi Alcolumbre Defende Presunção de Inocência de Jaques Wagner Após Operação da PF

Presidente do Senado presta solidariedade ao líder do governo, alvo de busca e apreensão na Operação Compliance Zero.

18/06/2026 às 12:56
3 min de leitura
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-PA), e o senador Jaques Wagner (PT-BA)

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, a presunção de inocência do senador Jaques Wagner (PT-BA). Ele afirmou que “ninguém neste país pode ser condenado antes do trânsito em julgado”. O pronunciamento ocorreu após o líder do governo no Senado ser alvo de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.

Operação Compliance Zero Mira Líder do Governo

A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira. A investigação apura eventual participação de agentes públicos em esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional. O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, está entre os investigados. A operação cumpriu mandados contra o senador.

Davi Alcolumbre reforçou a importância da presunção de inocência. “Todos devem ter também a presunção da inocência, seja ele um senador ou um deputado federal do PT ou do PL. Muitas autoridades já foram vítimas dessa execração pública e, no passar do tempo, a maioria delas provou que, no decorrer das investigações, conseguiu provar a sua inocência”, declarou.

O presidente do Senado manifestou apoio a Jaques Wagner. “Meu apoio e a minha solidariedade integral a um colega senador da República. Eu tenho a convicção de que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona e elas serão comprovadas”, disse Alcolumbre.

Alcolumbre reconheceu a legitimidade do processo de investigação. Contudo, criticou o que chamou de “execração pública”. “Nós precisamos entender que ninguém neste país pode ser condenado antes do trânsito em julgado antes do processo. E que todos neste país podem ser investigados, questionados, e isso é normal em um Estado Democrático de Direito”, pontuou.

Detalhes da Investigação

A 9ª fase da Operação Compliance Zero investiga suposta participação de agentes públicos em irregularidades relacionadas ao Banco Master. A PF cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu os mandados. A investigação menciona o Banco Master.

As investigações apontam suspeitas de repasses de R$ 3,5 milhões a uma empresa ligada à família de Jaques Wagner. A PF também investiga a ocultação de propriedade de um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,45 milhões. O inquérito cita ainda o uso de jatos particulares e o recebimento de ingressos para um show em Los Angeles. Detalhes sobre a negociação de imóvel sob suspeita foram revelados.

Segundo a Polícia Federal, as vantagens teriam relação com a defesa de interesses do Banco Master no Congresso Nacional. A atuação focaria especialmente em temas ligados a crédito consignado. Além de Jaques Wagner, o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, foi um dos alvos da operação.

A defesa de Augusto Lima informou que as medidas eram desnecessárias, pois o empresário já se encontrava à disposição das autoridades. A defesa de Jaques Wagner foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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