Ministro Nunes Marques Relata Pedido de Bolsonaro para Anular Condenação por Golpe
Defesa do ex-presidente alega "erro judiciário" em sentença de 27 anos e 3 meses de prisão.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques foi sorteado na segunda-feira, 11 de maio de 2026, como relator do pedido de revisão criminal. A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro busca anular a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Advogados protocolaram o pedido na sexta-feira, 8 de maio, argumentando “erro judiciário” na sentença.
“O que esta revisão criminal demonstrou, assim, foi um quadro de erro judiciário em sua acepção mais grave, precisamente aquela que legitima a atuação rescindente desta Suprema Corte”, afirmaram os advogados de Bolsonaro.
Condenação e Composição da Corte
Em 2025, a Primeira Turma da Corte condenou Bolsonaro. Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia compuseram a turma à época.
O regimento interno do Supremo determina que a revisão criminal seja julgada pela Segunda Turma. Esta turma é composta pelos ministros André Mendonça e Nunes Marques, ambos indicados por Bolsonaro, além de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux. Kassio Nunes Marques assumiu recentemente a presidência do TSE.
Durante o julgamento original de Bolsonaro, o ministro Luiz Fux mudou para a Segunda Turma após votar pela absolvição do ex-presidente.
Argumentos da Defesa
A defesa contestou a tramitação do processo que condenou Bolsonaro. Advogados alegam que, por ser ex-presidente, Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário da Corte, e não pela Primeira Turma.
Os advogados também afirmaram que a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, não foi voluntária. Eles pedem a anulação desta delação. A falta de acesso integral às provas da investigação também constitui um ponto de contestação.
No mérito, a defesa afirma não haver provas da participação de Bolsonaro nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Eles também negam sua liderança em um plano para planejar um golpe de Estado. O PL recentemente iniciou a coleta de assinaturas para anistia de condenados do 8 de janeiro.
“É incontroverso nos autos que não há nenhuma ordem ou orientação do ex-presidente em relação ao 8 de janeiro”, afirmaram os advogados.
Crimes e Situação Atual
Bolsonaro foi condenado por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.
O ex-presidente cumpre prisão domiciliar por razões de saúde.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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