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POLÍTICA

Fachin Pede Análise Técnica em Caso Flávio Bolsonaro no STF

Disputa por relatoria entre ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sobre investigação de financiamento de filme movimenta a Corte Superior.

24/06/2026 às 18:36
3 min de leitura
Ministro Edson Fachin

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, solicitou análise da área técnica antes de definir a relatoria da investigação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O caso trata do dinheiro enviado para o filme “Dark Horse”. Fachin decidirá se a investigação será julgada por André Mendonça ou Alexandre de Moraes. O despacho foi publicado nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026.

Fachin pediu à Coordenadoria de Processamento Inicial da Secretaria Judiciária que preste esclarecimentos sobre os critérios de distribuição dos processos. Esta medida visa garantir a correta alocação do caso na Suprema Corte.

Origem da Investigação

O caso chegou ao ministro Alexandre de Moraes após ele receber uma notícia-crime do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). O deputado pediu a ampliação do escopo do inquérito que mirava o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), do qual Moraes é relator. O objetivo era abarcar a conduta de Flávio Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro foi condenado na semana passada por suposta coação no curso do processo e obstrução à Justiça, no julgamento da trama golpista que tinha como líder seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A questão passou a ser analisada por Fachin após um pedido do próprio ministro Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, em manifestação ao Supremo na última segunda-feira, 22 de junho de 2026, que a investigação seja redistribuída para o ministro André Mendonça. Mendonça é o relator do caso envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro.

Detalhes do Financiamento

O pedido de Lindbergh Farias ocorreu após o site The Intercept Brasil revelar que Flávio Bolsonaro solicitou ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para financiar o filme inspirado na trajetória de seu pai. Cerca de R$ 61 milhões foram pagos e enviados a um fundo ligado a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A suspeita é que o dinheiro tenha sido utilizado para bancar a atuação do ex-deputado contra autoridades brasileiras. Após receber a notícia-crime, Moraes enviou a petição para análise da PGR.

Ao analisar o pedido do deputado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerou que o episódio “já é objeto de procedimento próprio na Suprema Corte, que tramita sob a supervisão do eminente Ministro André Mendonça”.

Outros desdobramentos envolvendo figuras políticas e judiciais têm sido pauta recente. Moraes, por exemplo, solicitou parecer da PGR sobre uma arma encontrada com Bolsonaro em prisão domiciliar. A defesa do ex-presidente também pediu prorrogação da prisão domiciliar no STF, alegando riscos à saúde.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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